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     músico e consultor cervejeiro
 

Seria bastante óbvio eu estrear na página do Zelig com
um texto sobre samba, cerveja, gastronomia, rock,
feijoada ou ainda sobre os tantos momentos que já curtimos na Sarmento Leite 1186. Mas fiquei a fim de
tirar uma onda de...

Cultura de Guerra à violência!

Tá bem, podemos resumir o conceito de paz como um caminho para viver a vida que regula nossa percepção da realidade e nossas relações com todos os seres, criando um modelo de mundo. Ao viajar ao redor da Terra para dividir conosco esse ensinamento Dalai Lama tornou-se o líder da Cultura de Paz no mundo inteiro. E mais: podemos dizer que ele é um guerreiro.

Essa contradição nos faz pensar sobre a conquista da paz A QUALQUER PREÇO, que passa a ser condição fundamental para a construção de uma cultura de paz, numa sociedade traumatizada pelos indicadores de violência.

A própria implementação dos Direitos Humanos da ONU é controversa, já que ela foi redigida à luz da cultura ocidentalizada e não respeita a diversidade, ficando refém do ponto de vista. O artigo 1º já começa complicando: “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.” A partir disso temos que conviver com um pseudo estado-de-sítio constante, onde todos os engajados fiscalizam os Direitos Humanos, implantando-os nem que seja a pau!

Uma das publicações menos técnicas e mais bacanas nessa onda é o livro Pão da Paz, de Paulo Braga, que reúne 195 receitas de 192 países que integram a ONU, representados por suas receitas de pão, o mais universal dos alimentos. Os variados ingredientes e processos empregados na feitura de pães assados, cozidos, fritos tecem um DNA cultural que tem como ponto de convergência a saciedade da fome, primeira condição de inclusão social.

Olha só: em setembro de 2006 Florianópolis foi a sede do Festival Mundial da Paz reunindo pessoas e instituições que em sintonia com a cultura da paz, com o intuito de oferecer ao planeta a alternativa de buscar novas realidades, repensando principalmente as relações em todos os níveis de ecologia, seja pessoal, social ou ambiental. O slogan foi herança de Mahatma Gandhi: “Não há caminho para a paz. A paz é o caminho.”

Alguém ouviu falar disso ou conhece de alguém que participou ou sabe da aplicação de alguma resolução tomada no evento? Eu não. Manifestações de paz em muitas cidades do país e do mundo colocaram no centro da teia global da consciência de paz o vilarejo indiano de Dharamsala (no livre Tibet), atual lar do budismo tibetano e de Dalai Lama.

Pronto! Acabamos de fazer a volta ao mundo em 2146 pacíficos caracteres. Será que teremos que ir tão longe para alcançar um paradigma que só depende da consciência de que cada um de nós pode colaborar emanando energia de paz e amor ao seu redor?

 

Beber no Zelig
antes de morrer?


É isso que sugere a publicação da Quatro Rodas que classificou o Zelig como um dos 101 bares obrigatórios de serem freqüentados antes de você partir desta para outra.

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